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Prezados
amigos do Xadrez. Sigo realizando este magnífico trabalho de transcrição
das excelentes lições do Dr. Bensadon. Minha maior felicidade é o amor,
a confiança e a estima que tenho para ajudar meus semelhantes, com a
maior vontade de estabelecer objetivos positivos, que lhes permitirão
superar-se em todos os aspectos do xadrez e o desenvolvimento da
humanidade; de uma humanidade livre de problemas; sem vícios,
compreensiva para com os acontecimentos da vida, com amor por seus
semelhantes e com o desejo de triunfar.
LIÇÃO
24 - DEBILIDADE DO ROQUE DEVIDO AO AVANÇO DO PEÃO A TRÊS TORRE REI (h3
ou h6).
Hoje
vamos nos ocupar de outro tipo de debilidade do roque: a que se produz ao
jogar o peão a três torre rei (h3 ou h6). Vocês sabem que os jogadores,
seja porque não sabem o que fazer em certo momento da abertura, seja para
expulsar um bispo colocado em g5 ou g4, seja para evitar um salto de
cavalo a essa mesma casa, etc., jogam comumente o peão a três torre rei
(h3 ou h6). Claro que às vezes é necessário. Porém, quando se faz
isso, há que reparar que, somente por este fato, o roque fica debilitado.
Por que fica debilitado? A razão principal é que o bispo dama contrário
desde sua casa inicial pode ser sacrificado por esse peão da torre, o que
desbarata a posição do rei. Se esse peão não tivesse avançado, o
bispo dama contrário poderia ir a h6 ou h3, porém já é diferente
porque não "entra" ganhando um peão, não obriga a uma série
de coisas raras.
Entretanto,
o lance h3 ou h6 é feito com muita freqüência, especialmente quando os
aficionados não sabem o que jogar. Já disse que isso tem que ser bem
pensado, ainda que seja forçado. Na partida que reproduziremos,
produziu-se a posição com o peão em h6 e já veremos como se procede em
tais casos para ganhar. Os oponentes foram Kolstanovsky e Price. O segundo
deles não era um mau jogador, porem Kolstanovsky era o Campeão Mundial
de partidas às cegas em sua época. Era um mestre nacionalizado Belga, de
jogo muito parecido com o dessa glória do Xadrez, que foi Najdorf. Era um
especialista em simultâneas e em partidas às cegas.
Defesa
Eslava
Brancas:
Kolstanovsky.
Negtras:
Price.
1. d4 d5
Já comentei que quando as negras contestam diretamente 1...d5, é porque
farão uma Defesa Eslava. Caso se deseje jogar esta Defesa, a única
possibilidade de alternar seria mover primeiro 1...c6, porém as brancas,
com 2.e4, podem entrar em uma Car-kann.
2. c4 c6
Por que responder isto e não 2...e6? Para não fechar a diagonal de seu
Bispo Dama (Bc8). Espera um certo momento e deixa a linha livre para tirá-lo
se lhe convém. PORÉM, RESULTA QUE CONTRA A ESLAVA O MELHOR QUE TEM O
BRANCO É 3.e3, com o que encerra voluntariamente seu Bispo Dama (Bc1).
Sabemos que com a abertura de Peão Dama normal é o negro quem encerra
seu Bispo Dama (ao mover e6). Com a Eslava ocorre o contrário; é o
branco quem fecha o caminho de seu Bispo Dama. Quer dizer que, ainda que
agora as negras encerrassem seu Bispo Dama, estariam iguais. Depois do
que, poderiam entrar em um Gambito de Dama vulgar, porém com a grande
diferença de que o Bispo Dama branco está encerrado e não em g5. Até
podem as negras tomar a iniciativa ao desenvolver seu Bispo Dama a f5,
ainda que isso traga o inconveniente de que as brancas, respondendo Db3,
ameaçam o fraco peão de b7 e o negro tem de perder tempos para defendê-lo.
Enfim, as negras não perderam nada ao implantar a Eslava.
3. e3 Cf6 4. Cc3 e6
Price se decidiu a encerrar seu Bispo Dama (Bc8) ({Seria de considerar}
4... Bf5 É uma jogada possível, porém, como disse, tem o pequeno
inconveniente de 5. Db3 o que obrigaria a 5... Dc8 Nessas condições,
perder um peão é de grande importância. ({Ou} 5... Db6))
{Bem, os rivais tem seus respectivos Bispo Dama encerrados. Não foi má técnica
jogar a Defesa Eslava para entrar em uma Ortodoxa.}
5.
Cf3 Cbd7 6. Bd3
A ninguém se lhe ocorreu que agora as negras podem levar um ataque como
na Cambridge-Springs, a base de Da5, Bb4 e Cg4? Por que? Seria ridículo
fazer isso devido ao fato de que o Bispo Dama branco encerrado, vai a d2 e
se acabou o ataque. É um plano inaceitável.
6... Be7 7. O-O O-O
A abertura se desenvolveu sem vantagens nem desvantagens para ninguém;
quer dizer que a Eslava pode ser jogada sobretudo se se conhece esta
variante (porque existem muitas outras, que é necessário conhecer). Os
dois Bispos Dama ficaram encerrados e não há razão para ter medo de
nada, tanto por parte das brancas como das negras. Chegou-se a uma posição
equilibrada. E agora? Com é que segue o branco? Se pretende dar jogo a
seu Bispo Dama por fiancheto, seria um contra-senso porque seu peão dama
está fixo em d4 e impede a ação do Bispo desde b2. A única jogada
interessante é:
8. e4
Este avanço foi feito em dos tempos, porém tem uma razão psicológica.
Eu tenho notado que em 99% dos casos em que isto se produz os jogadores
tomam 8....dxc4. Não me explico por que, porém quase todos os
aficionados (e alguns mestres) preferem tomar o peão de c4 e não o de
e4. É algo psicológico. Vocês poderão dizer que é para fazer o branco
perder outro tempo quando retome com o Bispo, porém essa é precisamente
a má jogada. Deve-se tomar o peão de e4; para mim é uma coisa clara.
8... dxc4
({Analisemos se é certo o que lhes digo} 8... dxe4 seguiria 9. Cxe4 Cxe4
10. Bxe4 Cf6 ganhando as negras um precioso tempo para mobilizar suas peças,
enquanto o Bispo branco sai, ficando, além disso , com um cavalo bem
instalado em f6.)
{Na partida, Price tomou ao contrário (talvez como tivessem tomados vocês)
e já veremos o que acontece:}
9.
Bxc4
E as já negras não poderão evitar que siga e5, expulsando o cavalo da
casa f6. Vemos que o peão em e4 é muito mais perigoso do que teria sido
o peão em c4. Tão perigoso é esse peão de e4 que começará a
debilitar o roque das negras, ao desaparecer o cavalo de f6.
9... Te8
Price segue "o mais tranqüilo"; talvez com a idéia de por o
cavalo de d7 em f8 ( para defender o peão de h7), quando seu cavalo de f6
desaparecer. As brancas já podiam jogar diretamente 10. e5, porém
fizeram algo que, a meu juízo, não responde a nenhum objetivo, ainda que
talvez responda a idéias posicionais.
10. De2 b5
Com isso se obriga o branco a levar seu Bispo Rei para a boa posição em
d3. De passagem, observemos que o Bispo Dama Branco já saiu de seu
"encerro", pois tem caminho livre. A posição das brancas vai
melhorando por si só. Logo poderão jogar e5, que seria de suma importância.
11. Bd3 a6
A idéia das negras ao fazer 10....b5, não era expulsar o bispo de c4,
mas de jogar logo o bispo a b7 e depois levar o peão a c5, liberando seu
jogo. Porém, para poder avançar esse peão, deve primeiro apoiar seu peão
de b5 e é por isso que perdeu este tempo em fazer 11.... a6. Kolstanosky
já pode cumprir sua ameaça.
12. e5! Cd5
Esse cavalo estava destinado a sair de f6. As brancas não o trocariam
pelo seu porque tem um plano melhor.
13. Ce4
As brancas poderiam esperar que o outro trocasse os cavalos, porém é
melhor 13.Ce4 porque desde já ameaça várias coisas: saltar a g5, d6 ou
a g3; são vários planos; todos interessantes, que serão feitos segundo
o que responda o contrário. O mais importante, por agora, é que o peão
e5 do branco já desalojou o cavalo de f6. A MANOBRA PRÉVIA PARA LEVAR UM
ATAQUE SOBRE O ROQUE É DESALOJAR O CAVALO DE f6 OU DE f3. O negro,
entretanto, segue "o mais tranqüilo".
13... Bb7 14. Cfg5
Por que avança com este cavalo e não com o outro? A razão é que os
Cavalos e o Bispo sozinhos não dão mate ( é muito difícil). Movendo o
Cavalo de f3 se dará uma passagem à Dama para pressionar o roque. Vemos
que quando saia o Cavalo Branco de e4 (e a dama tenha passado) vai se ameaçar
o ponto h7 com Cavalo, Bispo e Dama, o que se poderia defender somente com
g6, porém isso não seria bom porque debilita enormemente o roque. Por
isso, e para expulsar o cavalo de g5, é quase obrigado fazer a
"famosa" jogada h6. Assim foi:
14... h6

As brancas conseguiram o que queriam: debilitar mais esse roque, que já
estava fraco pela falta do cavalo em f6. Talvez tivesse sido melhor
14....Cf8, ainda que agora não seria tão lógica. Com h6 a partida está
"quase" perdida. Como? Esse peão em h6 representa o perigo de
que o Bispo Branco, desde seu casa inicial ( Bc1), vá diretamente tomar
Bxh6.
15. Dh5!
É necessário mais peças que ajudem o ataque.
15... Tf8
({Se} 15... hxg5 seguiria 16. Cxg5 e o mate seria inevitável) ({(Por
exemplo:} 15... hxg5 16. Cxg5 Bxg5 17. Bxg5 f6
({Se} 17... Ce7 18. Dh7+ Rf8 19. Dh8+ Cg8 e ganha a Dama.) 18. Dh7+ etc.)
({E se não toma o Cavalo, as brancas estão ameaçando o ponto f7 onde
entraria a Dama dando xeque. Se para evitar isso respondessem} 15... g6
16. Dxh6 e a partida está perdida. Não restava mais remédio que
defender o peão de f6.)
{Agora a debilidade existe no peão h6 e logo virá Bf1xh6. Para isso,
retira seu cavalo de g5 a f3:}
16.
Cf3 c5
({Não serviria} 16... f5 Precisamente a raiz da má tomada. 17. exf6 Se
ali se tivesse tomado o peão de e5, tudo isso se teria evitado.)
{Vocês vêem como UMA SIMPLES TROCA EQUIVOCADA, QUE A MAIORIA DOS
JOGADORES FAZ, TRAZ GRAVES CONSEQÜÊNCIAS. Já sabem qual é a troca boa
e a ruim. Aqui se vê claro com lógica pura. As negras buscaram
contra-chances no flanco dama, porém as brancas seguem com seu objetivo
no flanco Rei:}
17.
Bxh6!
Um brilhantismo para os noviços. Se o negro toma, está perdido e, se não
toma, também está. Se as negras não tomam o bispo, não saem desta
situação de "enrascada". Não lhes resta mais remédio que
tomar:
17... gxh6 18. Dxh6
Em seguida vemos que quando o cavalo de e4 vá para g5 se ameaçará mate
em h7. Neste amargo transe, Price já poderia "assinar a
planilha" porque seu Rei está "no ar", sem peões que o
proteja. Não obstante, tratou de cortar a ação do Bispo Rei em h7, com:
18... f5 19. exf6
Ainda que agora um Cavalo negro volte a f6, não tem muita importância
porque a Dama Branca já "entrou" e não há mais peões do
roque. São 4 as peças que podem tomar esse peão branco. Com qual deve
fazê-lo? Descartemos a torre porque existe um cavalo que pode retomá-la.
19... C5xf6
({Se toma o peão com:} 19... Bxf6 Segue 20. Ceg5 e será duro evitar o
mate.)
{Sem dúvida, era melhor tomar o peão com o cavalo de d5.}
20.
Cxf6+ Cxf6
HAVENDO FICADO O REI NEGRO SEM PEÕES DIANTE DELE, A ÚNICA COISA QUE PODE
OPOR RESISTÊNCIA SÃO AS PEÇAS E, POR ISSO, AS TROCAS FAVORECEM À
BRANCAS. ({Não se podia tomar} 20... Txf6 devido a 21. Dh7+ Rf8 (Única.)
22. Dh8+ Rf7 (Única.) 23. Cg5#) ({Havia outra maneira de dar mate:} 20...
Txf6 21. Bh7+ Rh8
({Ou a} 21... Rf7 22. Cg5+ Re8 (Única.) 23. Bg6+ Txg6 24. Dxg6+ Rf8 (Única.)
25. Df7#) 22. Bg6+ Descoberto. 22... Rg8 23. Dh7+ Rf8 (Única.) 24. Dh8#)
{Enfim, teria sido fatal tomar 20....Txf6. Tampouco convinha 20.....Bxf6
devido ao salto 21.Cg5 ou do mate que se produziria com a Dama na casa h7.
Agora as brancas darão um xeque de dama com o único fim de "arrinconar"
o rei, já que assim será mais fácil dar-lhe mate.}
21.
Dg6+ Rh8
(Única.)
22. Cg5 Bd5
({Se as negras pretendem expulsar a dama com} 22... Tg8 Segue 23. Dh6+
({Ou diretamente} 23. Cf7#) 23... Ch7 24. Dxh7#)
{As brancas continuam o ataque. Ameaçam dar mate em duas jogadas ou
ganhar a dama, começando por 23.Cxe6 para dar mate com 24.Dg7++, enquanto
se a dama negra se move. Caso se defende do mate, toma-se essa dama. Além
disso, existe um xeque com Dh6 para fazer voltar o rei a g8, segundo
convenha ou não. É necessário defender o peão de d5 e, por isso, jogou
22....Bd5.}
23.
Tfe1
Até este momento, as brancas tinham jogado sem usar suas torres. Isso só
indica a importância que tem esta classe de debilidades do roque, quando
desaparece o cavalo de f6, se fez o avanço h6 e entra a dama contrária
em h5, ou qualquer outra peça. Por enquanto, o branco tem uma peça a
menos (que sacrificou pelo peão de h6), de maneira que, para ganhar, tem
que "romper" o outro. Assim é que ameaça outro mate com 24.Te3
e 25.Th3++. ({Não teria sido muito bom.} 23. Ch7 Devido a 23... De8
Procurando a troca de damas e, se para evitá-lo, se fizesse 24. Dh6 Dh5
Sacrificando uma qualidade, porém trocando as damas e ficando o negro com
uma peça a mais.)
{Bem, depois de 23.Te1, há que impedir que essa torre vá a e3, porque
seria de mate. Não resta mais que a jogada simples.}
23...
cxd4
({Se} 23... De8 Perde-se a dama depois de 24. Dh6+ Rg8 (Única.) 25. Bh7+
Então volta 25... Rh8
({Se} 25... Cxh7 26. Dxh7#) 26. Bg6+ descoberto, ganhando, pelo menos, a
dama.)
24. Te4
({A tentadora jogada} 24. Txe6 tem um inconveniente oculto; torna a
partida difícil porque as negras respondem 24... Ta7 defendendo sua
segunda linha e se faz problemático o mate, ainda que venha 25. Txf6 Bxf6
ficam vigiadas as casas da segunda linha com essa torre na casa a7.)
{Não havia necessidade por parte do branco de tomar o peão de e6 do
negro porque a jogada 24. Te4 é melhor. Já que a torre branca de e1 não
pode ir à terceira casa (e3), vai à quarta (e4), e a mesma ameaça mate
em h4.}
24...
Bxe4 25. Bxe4 Tc8
(Tira a torre da ameaça.)
26. Dh6+
(O mais seguro)
26... Rg8
(única)
27. Bh7+ Rh8
({Se} 27... Cxh7 28. Dxh7#)
28. Bf5+
(Descoberto.) E as negras abandonam. Ameaçava-se dois mates.
{Se}
28...
Rg8
({e se} 28... Ch7 29. Dxh7#)
29. Bxe6+ Tf7
(jogada forçada.)
30. Bxf7#
Não havia, pois, salvação.
RESUMO:
Por Haver as negras avançado o peão de torre a h6 perderam esta partida.
Depois de 17. Bxh6, pode-se diz que o branco já estava ganho. E como
estava ganho! Porque isso é dar uma surra e uma "saranda" no
adversário. Depois de uma derrota assim, você não pode dormir durante
toda a noite.
Estimados
amigos do xadrez, finalizamos esta lição e quero dizer-lhes, em nome de
meu país, a República Bolivariana da Venezuela, que os verdadeiros bens
do homem não são os que crêem a maioria de endinheirados ou pobres:
edifícios, carros, jóias e o dinheiro acumulado nos bancos. Os bens
verdadeiramente desejáveis que dão e conservam a felicidade são
distintos e mais preciosos; a verdadeira riqueza é a saúde e a paz de
consciência.
E
continuemos com a Biografia de Nosso Ilustre Libertador, Simon Bolivar. Ao
redor de 1790, a senhora Bolivar, com seus filhos Maria Antonia, Juana,
Juan Vicente, Simon, com outros parentes e amigos, ia de passeio a suas
fazendas, especialmente a de San Mateo, nos vales de aragua. A serena
beleza da paisagem tropical despertaria então em Simon o amor pela
natureza, que nunca deixou de sentir, e que expressou mais tarde, já
adulto, em seus decretos conservacionistas. O encanto se quebrou a 6 de
julho de 1792, ao morrer sua mãe, provavelmente de tuberculose, em
Caracas. Os Bolivar-Palacios ficaram órfãos. As duas filhas, ainda que
muito jovens, não tardaram em se casar. O avô materno, don Feliciano,
foi tutor de Simon, que contava 9 anos. Aquele mesmo garoto que sentiu em
sua alma o frio e o vazio da orfandade - ainda que não o abandono nas
privações - foi o mesmo que, trinta anos depois, ditaria um decreto para
proteger a infância desvalida: "... uma grande parte dos males de
que adoece a sociedade provém do abandono em que se criam muitos indivíduos
por haver perdido, em sua infância, o apoio de seus pais",
Escrevia em Chuquisaca, em 1825. (Continuará).
Prof. Erich Gonzalez
e-mail: edgonzal@luz.ve
TRANSCRIÇÃO Pelo Professor ERICH GONZALEZ, na Cidade de Maracaibo, Estado Zulia, Venezuela, das lições DO Dr RAFAEL BENSADON, EM APONTAMENTOS TOMADOS PELO ALUNO ERNESTO CARRANZA.
Tradução: E. Muniz
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